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quinta-feira, 7 de abril de 2011

JARDIM E FILOSOFIA



Esta era a situação do meu jardim em setembro de 2010, escavei, replantei,podei e limpei.Tudo estava pronto para a chegada da primavera.
Pensei haver feito todo planejamento, sem esquecer nada, adubos, correção de solo, espécies compatíveis, exposição ao sol...Mas esqueci de uma parte considerada importantíssima e que fez toda diferença, pra que após 6 meses tudo isso fosse transformado num feio matagal sombrio.
Que as plantas crescem com o período de chuvas , qualquer um sabe, mas após tanto adubo, e TANTA chuva,o crescimento foi desordenado, assomado a um fator que também não previ, é com tanta chuva, não tem como cuidar sempre, ás vezes chovia todos os dias, e lá fora o mato crescendo,as plantas planejadas sendo devoradas pelos caramujos,enfim, hoje o resultado é que o planejamento escoou pelas frestas da minha imprevidência.
Bom isso é jardinagem, agora vamos a filosofia.
Já perceberam com agimos assim, nos nossos empreendimentos mentais? Verificamos a necessidade da mudança, ansiamos pela hora certa de começá -la, planejamos,e partimos para a ação, corajozamente.
MAS...esquecemos os detalhes, as ervas daninhas e atentem para esse importante detalhe metafórico,"as ervas daninhas não são importadas , elas já existem, estão ali quietas ,fazendo-se de mortas esperando condições propícias para se esparramarem e jogar por terra nosso ingênuo planejamento.
Concluindo, que tal avaliar melhor os fatores predisponentes às derrocadas de projetos, aliadas a uma boa dose de realisnmo e auto-conhecimento na hora de pegar a prancheta para os projetos de mudanças de nosso jardim mental?
Agora no inverno recomeço a analizar o jardim para planejar as mudanças e esperar a primavera, e hoje, dentro de mim e fora, colocarei as sementes das ervas daninhas no ante-projeto, estirpando-as antes de fortalecer o solo do jardim e da mente para não ter surpresas desgradáveis, no jardim e em meu mundo íntimo.
Então mãos à obra!