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terça-feira, 26 de julho de 2011

REFORMA NO MEU ATELIÊ/BIBLIOTECA

Toda reforma começa com o desmontar do velho estado de coisas que já não atende às nossas
necessidades.Assim comecei. Afinal, livros, tecidos, tintas, aviamentos e mais umas "coisas" sem função, não podem ficar num ambiente mínimo, sem que atrapalhe qualquer processo criativo.
Então tirei tudo do lugar, inclusive umas prateleiras horríveis que já não serviam para nada que não fosse, entulhar coisas.
Munida de massa pra tampar buracos de parede, lixas e tinta , chamei meu filho para me ajudar.
Após umas horas de preparo da parede(estava cheia de furos e buchas de parafusos), preparo da cor, não tínhamos uma tinta específica, fizemos a cor com uma mistura improvável.
Mas quando se sente que é hora de mudar as coisas, não tem outro jeito, tem que ser feito.
Quando terminou pedi a ele que fizesse na parede um fio como os de eletricidade, e que nele tivesse alguns pássaros, e o meu filho que é artista disse que pintados de branco ficariam delicados e harmônico; pronto foi e fez!
Para as prateleiras , desenhei o projeto(que teve que ser readaptado, pois ficou muito grande),
Serramos as prateleiras velhas, parafusamos e pintamos.A mim o resultado não poderia parecer melhor.
Quanto aos livros , além da limpeza, reorganizei por autores, e os de uso frequente coloquei numa caixa de frutas, patinada.
Agora tudo está organizado e funcional, posso costurar os panos de prato da torchon, sem a interferência das minhas coisas pessoais.Aliás esse o aprendizado mais difícil, definir o que é meu e o que é meu trabalho, talvez agora o próximo passo , emocionalmente falando seja definir horários para que esse trabalho aconteça, não que eu não acredite no lampejo de criatividade, ele é tudo em que acredito para se criar , mas dar uma ordenação para isso faz eu pressentir que me restará uma liberdade maior de ações minhas, leituras, estudos, e jardinagem. Da maneira como tenho feito , funciona mal, não tenho conseguido dar continuidade para nenhuma das minhas atividadaes, pois estou sempre envolvida num emaranhado de objetos e o pior, de pendências.
Acredito estar evoluindo com essa pequena , mas muito simbólica reforma.Tirei também tudo que era velho para fora, pena que não seja tão rápido e fácil reformar e compartimentalizar dentro de nossa alma, mas evoluir é não desistir de superar-se.
E eu não desisto.
Agora é mãos ao trabalho, que do resto, meu esforço e o tempo se incumbirão!